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História do Karaokê

História do Karaoke

Texto de Celina Yamao
O texto pode ser reproduzido desde que citada sua fonte e autor

A popularização do karaoke é atribuído ao empresário Daisuke Inoue, criador de uma máquina de karaoke, uma espécie de jukebox com microfone, cuja finalidade inicial era sua própria diversão, no ano de 1971. Ele criou poucas unidades e as alugava para bares da sua cidade, Kobe, situada na província de Hyogo.

Mas é certo que a criação da máquina de karaoke só foi possível, porque no Japão, muito antes disso, já existiam as gravações das músicas sem o vocal, ou seja, os karaokes.

A palavra karaoke é formada pela junção das palavras “kara” (空) que significa vazio em japonês, e do fragmento “oke” da palavra “okesutora” (オーケストラ), que significa orquestra, que pode levar à tradução literal de orquestra vazia.

Na realidade, não é a orquestra que está vazia, trata-se de uma referência a ausência de voz ao som instrumental da música.

No Japão, o que começou a se popularizar com um equipamento que se parecia com uma caixa de sapatos, evoluiu para os tocadores automatizados de LDs (laser discs) e que hoje foram substituídos por aparatos de menor escala, mas com uma quantidade muito mais variada de músicas e vídeos e som de alta qualidade.

No Brasil, a prática do karaoke desembarcou junto com os imigrantes japoneses, há mais de um século, que sempre usaram a música como meio de manter as comunidades unidas em eventos sociais de confraternização.

Antigamente, todos os participantes de festas ou reuniões sociais dos imigrantes eram convidados a cantar uma música, que eram acompanhadas por palmas para marcar o ritmo na ausência do instrumental, uma vez que a compra de equipamentos eletrônicos não era possível para os padrões financeiros dos imigrantes. Essa era a melhor forma de espantar a saudade da terra natal.

O primeiro registro de uma gravação amadora de música japonesa no Brasil do qual se tem notícias ocorreu por volta de 1946, no pós guerra, quando surgem algumas bandas amadoras de imigrantes, o que permitia o acesso às músicas populares japonesas da época.

Até hoje, dentro da comunidade nipo-brasileira o karaoke é uma das formas mais populares de manutenção da cultura japonesa no Brasil, contando com muitos adeptos, tanto entre descendentes como não-descendentes de japoneses, que participam dos concursos realizados quase todos os finais de semana em diversas capitais do país, principalmente na capital do estado de São Paulo.

Os Concursos de Karaoke

Os concursos de karaoke começaram a ser promovidos por volta da década de 60 e se tornaram eventos corriqueiros nos anos 80, quando os kaikans (associações culturais japonesas) passaram a ter um número significativo de associados, o que gerava renda suficiente para a aquisição e manutenção dos equipamentos necessários para a prática do karaoke, como aparelhos de som com potência profissional, microfones, iluminação e palco.

No início, os concursos tinham poucos inscritos (relatam-se concursos com apenas 20 candidatos). Por volta dos anos 80 esse número já era próximo de 100. Hoje em dia é difícil encontrar um concurso com menos de 300 candidatos.

Esse crescimento aconteceu pela facilidade que os tempos modernos proporcionaram no queisto “onde conseguir o karaoke da música que eu quero cantar”. Antigamente, as gravadoras nikkeis locais importavam ou gravavam as músicas mais populares para que pudéssemos adquirí-las. Ainda assim, a facilidade estava para os residentes na capital paulista, pois era na Liberdade onde se podiam encontrar tais preciosidades.

Outra maneira de conseguir o karaoke de uma música era encomendando para uma banda ou ainda, para algum conhecido que pudesse comprar no Japão.

Hoje, basta entrar na internet e fazer suas compras por lojas online ou baixar de algum site.

Os concursos de karaoke também são sinônimo de atividade familiar para os descendentes. Um ambiente no qual pessoas de todas as idades e niveís sociais se misturam sem preconceitos, num clima agradável e descontraído, apesar da competição no palco.

Tornou-se de certa forma uma maneira de gerar curiosidade pelo idioma dos ancestrais e diversos costumes nos cerimoniais, mantidos até hoje, principalmente nos grandes concursos.

Além das letras das músicas, que podem ser aproveitadas para o aprendizado da leitura, a interpretação através dos gestos adequados e das vestimentas tradicionais, mantém parte da cultura japonesa viva nos corações de quem participa dos concursos.

Outro detalhe que ajudou a reunir cada vez mais adeptos aos concursos é a divisão de categorias. Quando os concursos começaram, só havia divisão entre crianças, jovens e adultos. Hoje, um concurso normal tem em média 30 subdivisões de categorias, por nível e por idade, o que motiva muitos dos participantes, já que um iniciante não precisa encarar um veterano nos palcos em sua primeira participação.

A prática do karaoke, para os nikkeis, é mantido através dos concursos, promovidos por associações culturais e grupos formados por alunos de professores de karaoke, para a diversão e manutenção da cultura japonesa no Brasil.

Os Frutos do Karaoke

Nós consideramos o karaoke um meio amador, mas que se profissionalizou em diversos aspectos ao longo de tantos anos.

Se antigamente o som era feito com os equipamentos que as associações realizadoras possuíam, hoje existe um mercado para empresas especializadas atuarem com seus equipamentos de ponta e até iluminação profissional.

O baiten (venda de comidas) que era feito pelo fujinkai (departamento de senhoras) e só tinha 2 opções de comida e refrigerantes, hoje é feito por buffets especializados em atender o público dos concursos de karaoke.

A realização massiva de concursos de karaoke também criou a profissão de professor de karaoke, que ensinam técnicas aplicáveis somente ao canto da música japonesa em seus diversos estilos, do mais tradicional ao mais moderno. Alguns são músicos de formação, outros são ex-participantes ou até participantes, que transmitem o que aprenderam ao longo dos anos.

A grande maioria dos cantores participa dos concursos de forma amadora, sem outras pretensões que não seja a mera diversão, mas por vezes os concursos de karaoke já abriram as portas para alguns nomes se destacarem e se profissionalizarem.

No passado, foram os concursos de karaoke que apresentaram à comunidade nipo-brasileira alguns nomes que seguiram carreira profissional através das gravadoras nacionais, fundadas por imigrantes. Também tivemos por muito tempo programas que eram dedicados, quase que exclusivamente ao público do karaoke, caso do extinto Japan Pop Show e do Imagens do Japão.

Alguns se tornaram grandes nomes fora do Brasil, como o Kendi Yamai, de São Paulo, que em 1985, após vencer um grande concurso de karaoke, foi contratado pela gravadora Victor do Japão. Hoje ele é conhecido entre os brasileiros por suas atuações em comerciais e programas de TV no Brasil.

Outra grande cantora, hoje atriz e apresentadora no Japão, é a Márcia Nishie, conhecida somente pelo seu primeiro nome, natural de Mogi das Cruzes, que chegou a participar da edição do Kouhaku Utagasen de 1991, importante festival musical tradicional, transmitido anualmente pela NHK, como programa de encerramento de ano, com a música que virou hit no meio do karaoke nikkei, Furimukeba Yokohama.

Destaque na comunidade nikkei, Joe Hirata, natural de Maringá, interior do Paraná, foi o primeiro nikkei (descendente de japonês) a vencer o concurso de karaoke da televisão estatal japonesa, a NHK. Hoje faz shows pelo Brasil e Japão, adotando a música sertaneja como seu estilo musical.

Também segue em carreira musical, Karen Ito, que venceu o primeiro concurso brasileiro da canção japonesa e representou o Brasil em diversos concursos, sendo que um deles lhe rendeu a gravação de 2 singles no Japão. De volta ao Brasil, participa em shows pelo país.

A lista de cantores que se profissionalizaram não termina aqui. Alina Fukuhara, Elina Kazue Kamata, Kanako Minami (nome artístico de Tiemi Inoue) estão entre os nomes que atuam profissionalmente no Japão.

No Brasil temos outros nomes, como Melissa, Marcus Manako e Adriana Fukuda, ex-participantes do programa de Raul Gil, Lissah Martins (Patrícia Lissa, ex-integrante da banda Rouge), Francine Missaka (vocalista na banda do programa do Faustão), Monica Misawa e a pequena Melissa Kuniyoshi, atuais destaques no novo programa do Raul Gil.

O karaoke para a comunidade nikkei pode ser traduzido como um ambiente para confraternizar, manter a cultura e, até, descobrir o talento de cada um para a profissionalização, não somente como cantor, mas como profissional em alguma das diversas áreas que existem na execução de um concurso ou na participação de uma associação cultural.
 
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